terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Caudilhos!

Desde Bento Gonçalves até Flores da Cunha o Rio Grande conheceu valorosos homens que mereceram esta distinção. Conhecidos como caudilhos, eram geralmente líderes militares, estancieiros, de famílias tradicionais e que possuíam certo comando político local. Outros tantos caudilhos, passaram pelo século XX e deixaram sua marca.
O Alegrete foi palco de vários deles, desde o General Vasco Alves, Oswaldo Aranha e Honório Lemes, o Leão do Caverá.
Tantos outros de projeções mais interiorizadas escreveram seu nome na história local. Citamos vários da família Ferreira da Costa, o Salustiano, o Gregoriano e o Ícaro Ferreira da Costa, também o Major Pedro Olímpio Pires, o Jangota Pereira, lá do Caverá, o Murillo Nunes de Oliveira, que na região da Conceição e adjacências, foi o grande líder e benfeitor daquela localidade, tanto que até hoje seu nome é lembrado e reverenciado por todos.
Lá pras bandas do Itapororó também teve um grande caudilho , o meu avô, conhecido como Coronel Carlos Carús Bicca, que durante vários anos foi subdelegado e subprefeito daquela região, onde deixou sua marca e que também consagrou-se como uma lenda no Alegrete.
Estes homens não existem mais. Esta forma de vida esvaiu-se no tempo. Mas a partir deles consagrou-se a tradição nas estâncias gaúchas, nos que os descendem e mantém suas imagens vivas. Esta é uma parte da história do Rio Grande que não pode ser esquecida.
Personagens marcantes que povoaram estes campos e ajudaram a construir a marca e a tradição do Rio Grande, são almas vivas presentes em nossas lembranças. Todos estes, os quais não tive o prazer de conhecer, mas com certeza verei por esta vida a fora tantos outros, talvez mais modernos, mas com o mesmo significado do caudilho, e que serão lembrados e descritos aqui, nessa terra, de uma outra forma, e talvez, em um outro tempo.

Publicado no Jornal Gazeta de Alegrete em 12/02/2011 - Caio Bittencourt Bicca

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